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sábado, 9 de maio de 2009

ECOssssss

É como uma corredeira de sensos e sensações.
Sons que vagam para outros caminhos que o das explicações sistemáticas.

São algo como as notas que ressoam em um profundo abismo
- fundamental sub-solo -
Lá onde não há ninguém que precise ser cúmplice de uma existência,
ou mesmo para escutar o não ser que há no ser.

ECOs serve para o ser fazer-se de seus ecos enquanto os vê.
Vendo então a si mesmo se fazendo.

É o momento primeiro,
A alquimia da significação mais ampla,
Uma ausência de conceitos que encerre definições.

Serve sobretudo de inspiração para outros seres.

quinta-feira, 7 de maio de 2009


Já é final de tarde,
e a embaúba da esquina fica um puleiro de tucanos...

Num final de tarde...
As nuvens passam escassas ao fundo do céu,
deixando assim transparecer o tranqüilo azul claro que têm por detrás.

Num final de tarde...
Vejo um quadro móvel
um sobrevôo
quatro bicos
um mergulho
e foi-se o último.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A moto não pegou!

Tudo tá tudo bem,
pequenos declives forçam uma adaptação imediata
mas há folga pra manobra,
sobra espaço falta tempo...

Exige assim de mim a compressão espacial...

O transito é de passagem mesmo,
um não lugar entre o logo aqui e o lá!

Numa sexta feira, nada melhor que sextafeirar...
escrever uma mensagem qualquer,
meio aleatória, meio certeira,
algo que me leve e que chegue
num ponto qquer onde vc esteja...
uma ponte aérea até você!

sobram os rastros invisíveis da ponte que vai futuristicamente ao seu ponto de leitura... de enfoque nas letras cheias de mim...

alguma emoção que extravase as feiras que sucedem os dias...

Sábado não tem feira, estamos quase lá!

terça-feira, 1 de julho de 2008

Dissolução Perene

Poesias compostas,

vidas inteiras...


Sintéticas vidas inteiras...


!Cheias assim!


Vidas compostas,

Poesias inteiras...


Com-fusão perene com tudo...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Prosa do Mundo

A prosa do mundo

As...

Coisas...

Podem ...

Ser...

Mais...

Que...

Coisas...


Aqui e agora as “coisas” ganham aspas

E desfazem-se mutuamente


Toc toc...

Toc...

Toc toc toc..........


No vácuo das coisas

Vem agora um ar de sabor exótico

Que de igual não tem mais do que tinha.


Perde a vez e, no máximo, trilha pelo diálogo ao que se assemelha.


O nada das coisas passa a falar por si

E as pré-coisas reaparecem viçosas

na atualização que lhes é própria.


A corporeidade ganha sentido

do próprio que quase sempre é,

mas nunca pontua sua chegada.


Sobram as pegadas apagadas

do que passa e refaz o campo possível das impressões.

domingo, 20 de abril de 2008

Desfazendo-se...

A descoberta estava ao lado

é o sentido da infinitude das coisas para nós;


O possível no indizível,

A emersão do nada,

A fonte originária de nada.


A imersão no fora mais dentro de si.

O si no plural e de dentro!


A temporalidade escondida no outro,

No distinto vibrátil.


Os caminhos se entendem...

Os caminhos se estendem...


Caminhos são interseções,

Se inter-cedem um pelo outro.


Estar no outro é familiar

Mas onde está o outro?


Onde está o pertencimento

que estava em mim?


Refazer-se é estar outro.

Mil e 1

Há mil e 1 formas de se esvaziar: esse é o pré-texto

O texto: o próprio esvaziar-se

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Sobre o "re" da criação

Nós,
Recriadores da vida;

curtimos extremidades.


Conformamos comunidades
nas beiradas da vida
em poesia.

Curtimos sobre o doce da significação.
Abusamos da navalha e do ponto de ebulição!


“Bêbados e febris” lançamos mãos sobre...
Jogamos iscas para o devir...


Que como ainda não veio,
forçamos, nós poetas, uma dissociação
para demonstrar o modelo da des-aceleração precoce e propositada;
E pelos vãos re-compomos ao prazer do recheio e do silêncio.


Tudo é de ninguém!
Apropriações são jogos de mascaras...
A criação é bem de todos!


A criação sem o “re” que a antecede:
Re-criação,
se perde no igual:
fonte des-original:
Matriz de conforto e submissão,
hoje, sem igual.

sábado, 5 de abril de 2008

Poetizando

E tanto o poeta faz para falar que o caminho se desfaz ao andar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Com-ViccçãoCom-Ficção

Se tenho algo em mim,

Esse algo de mim sou eu.

.

Algumas coisas só posso saber de mim,

Porque me são.

.

O poeta faz dissociações forçadas

Pra desexplicar quem faço de mim.

.

Porque ainda não veio,

Desacelera o vão do recheio...

.

Está no serTão...

.

Com ti Nua Nada...

.

SerTão é sua convição!

.

(o antônimo caminha junto: o devir)

domingo, 30 de março de 2008

Novos sentidos

.Movimentos criativos.Criam novos sentidos.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Margens e Beiradas

Pra onde quer que se vá:

Margens!

.

Água ressoando pelas margens

E sempre novas margens...

.

Praticamente não importa:

Se o rio tem que correr por margens,

Que ressoe e se deixe escutar as beiradas!

.

Quero a experiência mais radical de margens:

Quero incorporar,

Quero Mar!

terça-feira, 18 de março de 2008

Questão

Cores e Sabores

Beijos

Lampejos em forma de poesias..!

.

O tempo transcorrido na anti-corrida

Salvaguarda sempre nova alegria

.

Cai o sempre...

Cai a linguagem...

Sobra a expressão da substância

Que procura continuamente outra saída

Ou algum fim no desvão.

.

Sobra nua alegria

Concebida na loucura do ser

Que articula seu singular à totalidade vivida

.

Ser e Não Ser, eis a questão?

terça-feira, 11 de março de 2008

Instante

A produção derradeira não acontece

A não ser pelo instante derradeiro...

Que seja então esta poesia

um apelo ao instante derradeiro,

Ás filosofias de aberturas,

Às multiplicidades paralelas e cortantes,

Ao mistério do don desaprendido pelo corpo,

Aos contorcionismos reais de potência,

Ao sinal positivo!

CUIDADO pensador!!!

Alegria contagia simplesmente.

domingo, 9 de março de 2008

A poesia vai muito mais nada

do que o conceito.


O pensamento já expande no limite

e o recendente discurso

falha na apreensão.

Tudo escapa.


Em matéria de palavra

Só a poesia está mais afim do nada.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Devaneio

O satélite da mata

é meio bobo,

Funciona quando quer.

E processando fora dos bits,

Tom Jobim com cigarras e grilos

desformam o súbito

em sinestesia e interiorização da atenção

para o recôncavo coração

Agora piano...

a poesia vai!!!

Loucura e profunda inspiração.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sugestão

A sugestão da atenção ativa

Cativa o corpo à consciência

E o eu agora mais plástico

Escapa melhor aos ecos da estética homogenizante

E emprega novas formas de energias

Na plasticidade também da alma-intelecto

E vice-versas.

Procurar a fórmula

É como distração ou conforto.

Nada menos que o reflexo

Da maratona corrida

Quase em vão.

Caminhar calmamente pelos vãos e beiradas,

Trás saúde

Leva saúde

Rebenta possibilidade

De ser o que tiver de ser o ser.

Oração. Vaivém das entrelinhas entrenós.

Um vão aberto por nada
Um dar lado por ser
Tudo
Tão necessário quanto ver passarinho bebendo água
Daquela mesma...

Água...
Do rouxinol
Que a bromélia abasteceu por nada

Água...
Que despencando da cachoeira
Já beirava a várzea da represa
e Sustentava plânctons...

Enquanto nada acontecia ao mesmo tempo
Viam-se
pequeninos cardumes
Entre os pés
De quem beirava com paciência
O berçário
MiniSelva de Peixes e outros seres!


Tudo logo recendia às multicores
Luzes do entardecer
Que giravam as turbinas
E a cabeça de quem beirava
Ascendia

Luz!

Vários feixes de emanações
Passíveis de condensações e alinhamentos...
Desejo um caminho de Luz
Que se confunda com cada um...

terça-feira, 4 de março de 2008

O Ser e o Mato

Cada vez que esse frescor atinge,

O mato vem dizer que é vida!

Parece que o ser

perpassa por aqui!

segunda-feira, 3 de março de 2008

A gente é um nó que desdá