segunda-feira, 21 de julho de 2008

Nudez. Diário em Carácas

O que se pode aprender
nao se sabe mensurar,
nem desnudar tao cedo.

A nudez sempre se pode revelar
mais muda e ainda mais
nua.

As grandes questoes parecem ser cotidianos...
de casa em casa
vamos para um novo
que velho se apresenta.

Cultura é matéira demais para mim,
troco-a como quem ainda nao sabe.

As oportunidades experimentais do tempo
sao indivisíveis.
Quando se ve, já está!

Uma cultura de resistencia se mostra claramente,
as musicas saem pelas bocas abertas como cultura viva.
Cultura em manejo, pululando de memória em memória.

Canta-se a vida de diversas formas,
invoca-se Cubanos, Chilenos, Venezuelanos, Argentinos, Uruguaios, Colombianos e,
por vezes, Brasileiros.

E nós¿
Quem invocamos¿
Que sabemos sobre a cultura e conjuntura Latino-Americana¿

Por aqui, rompe-se a lógica da faixa etária
que, dissolvida, azeita processos de recomeco e reinvencao!

O cenário se move entre o vício e a revolucao,
(criativa por essencia).

terça-feira, 1 de julho de 2008

Dissolução Perene

Poesias compostas,

vidas inteiras...


Sintéticas vidas inteiras...


!Cheias assim!


Vidas compostas,

Poesias inteiras...


Com-fusão perene com tudo...

quarta-feira, 25 de junho de 2008

A Prosa do Mundo

A prosa do mundo

As...

Coisas...

Podem ...

Ser...

Mais...

Que...

Coisas...


Aqui e agora as “coisas” ganham aspas

E desfazem-se mutuamente


Toc toc...

Toc...

Toc toc toc..........


No vácuo das coisas

Vem agora um ar de sabor exótico

Que de igual não tem mais do que tinha.


Perde a vez e, no máximo, trilha pelo diálogo ao que se assemelha.


O nada das coisas passa a falar por si

E as pré-coisas reaparecem viçosas

na atualização que lhes é própria.


A corporeidade ganha sentido

do próprio que quase sempre é,

mas nunca pontua sua chegada.


Sobram as pegadas apagadas

do que passa e refaz o campo possível das impressões.

domingo, 20 de abril de 2008

Desfazendo-se...

A descoberta estava ao lado

é o sentido da infinitude das coisas para nós;


O possível no indizível,

A emersão do nada,

A fonte originária de nada.


A imersão no fora mais dentro de si.

O si no plural e de dentro!


A temporalidade escondida no outro,

No distinto vibrátil.


Os caminhos se entendem...

Os caminhos se estendem...


Caminhos são interseções,

Se inter-cedem um pelo outro.


Estar no outro é familiar

Mas onde está o outro?


Onde está o pertencimento

que estava em mim?


Refazer-se é estar outro.

Mil e 1

Há mil e 1 formas de se esvaziar: esse é o pré-texto

O texto: o próprio esvaziar-se

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Sobre o "re" da criação

Nós,
Recriadores da vida;

curtimos extremidades.


Conformamos comunidades
nas beiradas da vida
em poesia.

Curtimos sobre o doce da significação.
Abusamos da navalha e do ponto de ebulição!


“Bêbados e febris” lançamos mãos sobre...
Jogamos iscas para o devir...


Que como ainda não veio,
forçamos, nós poetas, uma dissociação
para demonstrar o modelo da des-aceleração precoce e propositada;
E pelos vãos re-compomos ao prazer do recheio e do silêncio.


Tudo é de ninguém!
Apropriações são jogos de mascaras...
A criação é bem de todos!


A criação sem o “re” que a antecede:
Re-criação,
se perde no igual:
fonte des-original:
Matriz de conforto e submissão,
hoje, sem igual.

sábado, 5 de abril de 2008

Poetizando

E tanto o poeta faz para falar que o caminho se desfaz ao andar.

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Com-ViccçãoCom-Ficção

Se tenho algo em mim,

Esse algo de mim sou eu.

.

Algumas coisas só posso saber de mim,

Porque me são.

.

O poeta faz dissociações forçadas

Pra desexplicar quem faço de mim.

.

Porque ainda não veio,

Desacelera o vão do recheio...

.

Está no serTão...

.

Com ti Nua Nada...

.

SerTão é sua convição!

.

(o antônimo caminha junto: o devir)

domingo, 30 de março de 2008

Novos sentidos

.Movimentos criativos.Criam novos sentidos.

Ensaio sobre margens

Ensaio sobre margens:

...Rio-ser-humano...
.
Metáfora para desentender o rio-cada-um que escorre pelo moto-contínuo redefinição das margens.
.
Ao ser não é dado conhecer as margens, mas experimentá-la: corporificá-la!
.
O enquanto do escorrer guarda margens abertas, sem definições próprias, mas ainda assim contida pelo esboço do conjunto:

...SER...

.

Aproximar-se da margem é como reconhecer desvãos próprios do momento, enquanto da conjunção de identidade e congruência das faces.
.
O leito reserva múltiplas águas:
as faces se fazem pelas margens que se moldam pelas águas.
...Refazem...
.
Todas as formas orientam sentidos que dão forma:
E mesmo que não se queira,
ainda sim há margens porque há águas...
.
O transcorrer dos múltiplos conjuntos das águas guardam na fusão com MAR sua orientação mais natural.
.
MAR:
...A expressão mais radical das margens...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Margens e Beiradas

Pra onde quer que se vá:

Margens!

.

Água ressoando pelas margens

E sempre novas margens...

.

Praticamente não importa:

Se o rio tem que correr por margens,

Que ressoe e se deixe escutar as beiradas!

.

Quero a experiência mais radical de margens:

Quero incorporar,

Quero Mar!

terça-feira, 18 de março de 2008

Questão

Cores e Sabores

Beijos

Lampejos em forma de poesias..!

.

O tempo transcorrido na anti-corrida

Salvaguarda sempre nova alegria

.

Cai o sempre...

Cai a linguagem...

Sobra a expressão da substância

Que procura continuamente outra saída

Ou algum fim no desvão.

.

Sobra nua alegria

Concebida na loucura do ser

Que articula seu singular à totalidade vivida

.

Ser e Não Ser, eis a questão?

terça-feira, 11 de março de 2008

Instante

A produção derradeira não acontece

A não ser pelo instante derradeiro...

Que seja então esta poesia

um apelo ao instante derradeiro,

Ás filosofias de aberturas,

Às multiplicidades paralelas e cortantes,

Ao mistério do don desaprendido pelo corpo,

Aos contorcionismos reais de potência,

Ao sinal positivo!

CUIDADO pensador!!!

Alegria contagia simplesmente.

domingo, 9 de março de 2008

A poesia vai muito mais nada

do que o conceito.


O pensamento já expande no limite

e o recendente discurso

falha na apreensão.

Tudo escapa.


Em matéria de palavra

Só a poesia está mais afim do nada.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Devaneio

O satélite da mata

é meio bobo,

Funciona quando quer.

E processando fora dos bits,

Tom Jobim com cigarras e grilos

desformam o súbito

em sinestesia e interiorização da atenção

para o recôncavo coração

Agora piano...

a poesia vai!!!

Loucura e profunda inspiração.