Há mil e 1 formas de se esvaziar: esse é o pré-texto
O texto: o próprio esvaziar-se
Conformamos comunidades
nas beiradas da vida
em poesia.
Curtimos sobre o doce da significação.
Abusamos da navalha e do ponto de ebulição!
“Bêbados e febris” lançamos mãos sobre...
Jogamos iscas para o devir...
Que como ainda não veio,
forçamos, nós poetas, uma dissociação
para demonstrar o modelo da des-aceleração precoce e propositada;
E pelos vãos re-compomos ao prazer do recheio e do silêncio.
Tudo é de ninguém!
Apropriações são jogos de mascaras...
A criação é bem de todos!
A criação sem o “re” que a antecede:
Re-criação,
se perde no igual:
fonte des-original:
Matriz de conforto e submissão,
hoje, sem igual.
Se tenho algo em mim,
Esse algo de mim sou eu.
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Algumas coisas só posso saber de mim,
Porque me são.
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O poeta faz dissociações forçadas
Pra desexplicar quem faço de mim.
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Porque ainda não veio,
Desacelera o vão do recheio...
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Está no serTão...
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Com ti Nua Nada...
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SerTão é sua convição!
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(o antônimo caminha junto: o devir)
Ensaio sobre margens:
...Rio-ser-humano...
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Metáfora para desentender o rio-cada-um que escorre pelo moto-contínuo redefinição das margens.
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Ao ser não é dado conhecer as margens, mas experimentá-la: corporificá-la!
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O enquanto do escorrer guarda margens abertas, sem definições próprias, mas ainda assim contida pelo esboço do conjunto:
...SER...
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Aproximar-se da margem é como reconhecer desvãos próprios do momento, enquanto da conjunção de identidade e congruência das faces.
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O leito reserva múltiplas águas:
as faces se fazem pelas margens que se moldam pelas águas.
...Refazem...
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Todas as formas orientam sentidos que dão forma:
E mesmo que não se queira,
ainda sim há margens porque há águas...
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O transcorrer dos múltiplos conjuntos das águas guardam na fusão com MAR sua orientação mais natural.
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MAR:
...A expressão mais radical das margens...
Pra onde quer que se vá:
Margens!
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Água ressoando pelas margens
E sempre novas margens...
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Praticamente não importa:
Se o rio tem que correr por margens,
Que ressoe e se deixe escutar as beiradas!
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Quero a experiência mais radical de margens:
Quero incorporar,
Quero Mar!
Cores e Sabores
Beijos
Lampejos em forma de poesias..!
O tempo transcorrido na anti-corrida
Salvaguarda sempre nova alegria
Cai o sempre...
Cai a linguagem...
Sobra a expressão da substância
Que procura continuamente outra saída
Ou algum fim no desvão.
Sobra nua alegria
Concebida na loucura do ser
Que articula seu singular à totalidade vivida
Ser e Não Ser, eis a questão?
A produção derradeira não acontece
A não ser pelo instante derradeiro...
Que seja então esta poesia
um apelo ao instante derradeiro,
Ás filosofias de aberturas,
Às multiplicidades paralelas e cortantes,
Ao mistério do don desaprendido pelo corpo,
Aos contorcionismos reais de potência,
Ao sinal positivo!
CUIDADO pensador!!!
Alegria contagia simplesmente.
O satélite da mata
é meio bobo,
Funciona quando quer.
E processando fora dos bits,
Tom Jobim com cigarras e grilos
desformam o súbito
em sinestesia e interiorização da atenção
para o recôncavo coração
Agora piano...
a poesia vai!!!
Loucura e profunda inspiração.
A sugestão da atenção ativa
Cativa o corpo à consciência
E o eu agora mais plástico
Escapa melhor aos ecos da estética homogenizante
E emprega novas formas de energias
Na plasticidade também da alma-intelecto
E vice-versas.
Procurar a fórmula
É como distração ou conforto.
Nada menos que o reflexo
Da maratona corrida
Quase em vão.
Caminhar calmamente pelos vãos e beiradas,
Trás saúde
Leva saúde
Rebenta possibilidade
De ser o que tiver de ser o ser.
Água...
Do rouxinol
Que a bromélia abasteceu por nada
Água...
Que despencando da cachoeira
Já beirava a várzea da represa
e Sustentava plânctons...
Enquanto nada acontecia ao mesmo tempo
Viam-se
pequeninos cardumes
Entre os pés
De quem beirava com paciência
O berçário
MiniSelva de Peixes e outros seres!
Tudo logo recendia às multicores
Luzes do entardecer
Que giravam as turbinas
E a cabeça de quem beirava
Ascendia
Luz!
Vários feixes de emanações
Passíveis de condensações e alinhamentos...
Desejo um caminho de Luz
Que se confunda com cada um...
Cada vez que esse frescor atinge,
O mato vem dizer que é vida!
Parece que o ser
perpassa por aqui!