quinta-feira, 27 de março de 2008

Margens e Beiradas

Pra onde quer que se vá:

Margens!

.

Água ressoando pelas margens

E sempre novas margens...

.

Praticamente não importa:

Se o rio tem que correr por margens,

Que ressoe e se deixe escutar as beiradas!

.

Quero a experiência mais radical de margens:

Quero incorporar,

Quero Mar!

terça-feira, 18 de março de 2008

Questão

Cores e Sabores

Beijos

Lampejos em forma de poesias..!

.

O tempo transcorrido na anti-corrida

Salvaguarda sempre nova alegria

.

Cai o sempre...

Cai a linguagem...

Sobra a expressão da substância

Que procura continuamente outra saída

Ou algum fim no desvão.

.

Sobra nua alegria

Concebida na loucura do ser

Que articula seu singular à totalidade vivida

.

Ser e Não Ser, eis a questão?

terça-feira, 11 de março de 2008

Instante

A produção derradeira não acontece

A não ser pelo instante derradeiro...

Que seja então esta poesia

um apelo ao instante derradeiro,

Ás filosofias de aberturas,

Às multiplicidades paralelas e cortantes,

Ao mistério do don desaprendido pelo corpo,

Aos contorcionismos reais de potência,

Ao sinal positivo!

CUIDADO pensador!!!

Alegria contagia simplesmente.

domingo, 9 de março de 2008

A poesia vai muito mais nada

do que o conceito.


O pensamento já expande no limite

e o recendente discurso

falha na apreensão.

Tudo escapa.


Em matéria de palavra

Só a poesia está mais afim do nada.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Devaneio

O satélite da mata

é meio bobo,

Funciona quando quer.

E processando fora dos bits,

Tom Jobim com cigarras e grilos

desformam o súbito

em sinestesia e interiorização da atenção

para o recôncavo coração

Agora piano...

a poesia vai!!!

Loucura e profunda inspiração.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Sugestão

A sugestão da atenção ativa

Cativa o corpo à consciência

E o eu agora mais plástico

Escapa melhor aos ecos da estética homogenizante

E emprega novas formas de energias

Na plasticidade também da alma-intelecto

E vice-versas.

Procurar a fórmula

É como distração ou conforto.

Nada menos que o reflexo

Da maratona corrida

Quase em vão.

Caminhar calmamente pelos vãos e beiradas,

Trás saúde

Leva saúde

Rebenta possibilidade

De ser o que tiver de ser o ser.

Oração. Vaivém das entrelinhas entrenós.

Um vão aberto por nada
Um dar lado por ser
Tudo
Tão necessário quanto ver passarinho bebendo água
Daquela mesma...

Água...
Do rouxinol
Que a bromélia abasteceu por nada

Água...
Que despencando da cachoeira
Já beirava a várzea da represa
e Sustentava plânctons...

Enquanto nada acontecia ao mesmo tempo
Viam-se
pequeninos cardumes
Entre os pés
De quem beirava com paciência
O berçário
MiniSelva de Peixes e outros seres!


Tudo logo recendia às multicores
Luzes do entardecer
Que giravam as turbinas
E a cabeça de quem beirava
Ascendia

Luz!

Vários feixes de emanações
Passíveis de condensações e alinhamentos...
Desejo um caminho de Luz
Que se confunda com cada um...

terça-feira, 4 de março de 2008

O Ser e o Mato

Cada vez que esse frescor atinge,

O mato vem dizer que é vida!

Parece que o ser

perpassa por aqui!

segunda-feira, 3 de março de 2008

A gente é um nó que desdá

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Boa Lira

Como cachoeira,
Deságua água prazenteira
Trazendo a vida no prazer de seus estalos.

Na fração desses segundos
O som de acordes recheados de carícia
Dão à atmosfera tons de paixão
E os lábios já quase esquecido dos teus delira.


Pintam movimentos de boa lira
Como há tempos não faziam
E talvez nem o fizessem mais nessa vida.
(várias são as águas corredeiras...)

Salve chuva prazenteira
Salve acordes de recheio
Salve a boa lira

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Todo Mundo Núcleo

O núcleo surdo do mundo,

está mudo.

O tudo fora do núcleo,

está mundo.

O mundo duro do núcleo,

está vivo.

O núcleo duro do tudo,

implicado.

O núcleo casca do mundo,

emaranhado.

O mundo troca do mundo

encantado.

O núcleo simples do tudo,

ao lado.

O núcleo gira do mundo

amado.

Núcleo todo mundo!

Todo núcleo mundo!

Mundo todo núcleo!

No mundo

Tudo núcleo!

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Janela

A borboleta Albina
Saiu turquesa

Quando Rio

Quando rio
Desço pro mar

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Horas nada

Belo dia
Flor do dia
Gume fio
Brilho fugidio

É tudo nosso!
Aprendizes das horas nada

Assim é que se fez o acesso...
A linguagem poética
Nessa noite
Veículo do amor
Por nada...

O Processo
se realiza enquanto aberto,
De asas envergadas
e com elas, o peito.

Aos antropofagos
falta a fotossíntese!
Às maiorias, asas!

A multiplicidade se faz
em tantos níveis...

Redes
cercam o corpo
E com ele
ainda mais Ele!

Algum ser fora do tempo e do espaço,
habitante dessa falta,
Acessa o limiar:
Ascende!
Apaga!
Teima!
E escapa
!

E nesse processo quase infinito de seguir referenciais
Jaz tangente em determinado instante.


O processo é de consumo,
Posto que é corpo.
E multiplicidade,
Posto que é processo
.

Um ver diferente atrai
um verde diferente, que tal?
A maestria da consonância com nossa possibilidade
De ser

Há de sentir-se bem
e nu.
Suspenso ao sabor de cada troca.

A vida sobrecarregada
Sabota a troca da vida...

Suscetível ao núcleo da possibilidade
Suspira com a profundidade de quem vê e ilude.

Ainda,
a ruptura vem de leve
E ao que parece,
depende de depender...